2010-07-22
As navalhas (lingueirão ou longueirão) estão a morrer às centenas na ria de Aveiro, uma situação que está a ser acompanhada pela Administração da Região Hidrográfica do Centro. Foram feitas análises às águas da ria, não existindo resultados. “Todos os anos por esta altura é isto”, desabafa João Carvalho, da Costa Nova, velho conhecedor da ria de Aveiro, para quem “há muita gente a viver disto”. No último mês, os apanhadores de navalhas na ria são confrontados com uma enorme mortandade. “Normalmente elas estão enterradas e estão a vir para cima e morrem”, lembra João Carvalho, frisando que em circunstâncias normais isso não deveria acontecer. A mortandade das navalhas tem sido mais sentida na zona da Gafanha da Encarnação, mas há quem garanta que existe em toda a ria de Aveiro, desde Ovar até Mira. José Rebelo, biólogo na Universidade de Aveiro e profundo conhecedor da ria de Aveiro, defende que na origem da mortandade de navalhas na ria de Aveiro pode estar um fenómeno natural “muitas vezes associado à própria temperatura da água e à salinidade da mesma”.
Fonte: JN
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